terça-feira, 4 de junho de 2013

"Escrever (e ler) é como submergir num abismo em que acreditamos ter descoberto objetos maravilhosos. Quando voltamos à superfície, só trazemos pedras comuns e lascas de vidro e algo assim como uma inquietude nova no olhar. O escrito (e o lido) não é senão um traço visível e decepcionante de uma aventura que, no fim, se mostrou impossível. E sem dúvida voltamos transformados. Nossos olhos aprenderam uma nova insatisfação e já não mais toleram a falta de brilho e de mistério daquilo que nos oferece a luz do dia. Mas alguma coisa no nosso peito nos diz que, no fundo, ainda brilha, imutável e desconhecido, o tesouro."
 LAROSSA, Jorge. In: SILVA, Ezequiel Theodoro da. Unidades de leitura: trilogia pedagógica. Campinas: Autores Associados, 2003, p. 46.
  Relatos das experiências com leitura e escrita de professores de Língua Portuguesa.

Um comentário:

  1. Brilhante esse texto do Larossa!Define muito bem o sentimento que toma conta da alma de quem lê, essa inquietude,esse desejo de buscar cada vez mais a luz da leitura.Lindo!
    Parabéns pela escolha Patrícia!
    Mirian V. G. Sabeh

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