"Escrever (e ler) é como submergir num abismo em que acreditamos ter descoberto objetos maravilhosos. Quando voltamos à superfície, só trazemos pedras comuns e lascas de vidro e algo assim como uma inquietude nova no olhar. O escrito (e o lido) não é senão um traço visível e decepcionante de uma aventura que, no fim, se mostrou impossível. E sem dúvida voltamos transformados. Nossos olhos aprenderam uma nova insatisfação e já não mais toleram a falta de brilho e de mistério daquilo que nos oferece a luz do dia. Mas alguma coisa no nosso peito nos diz que, no fundo, ainda brilha, imutável e desconhecido, o tesouro."
LAROSSA, Jorge. In: SILVA, Ezequiel Theodoro da. Unidades de leitura: trilogia pedagógica. Campinas: Autores Associados, 2003, p. 46.
Relatos das experiências com leitura e escrita de professores de Língua Portuguesa.
Brilhante esse texto do Larossa!Define muito bem o sentimento que toma conta da alma de quem lê, essa inquietude,esse desejo de buscar cada vez mais a luz da leitura.Lindo!
ResponderExcluirParabéns pela escolha Patrícia!
Mirian V. G. Sabeh